quarta-feira, 16 de março de 2011

Maravilho


Maravilho

Periodo pre colonial


O Período Pré-Colonial, que começa com a Idade do Ferro, as grandes migrações dos povos Bantos, os reinos da savana, até termina na data da chegada dos Portugueses ao Antigo Reino do Congo em 1481 - desde cerca do ano 1.000 depois de Cristo até aos fins do Séc. XV, que inclui a época desde a chegada dos povos Bantos à região que hoje compreende o território de Angola no Séc. XIII e a chegada dos Portugueses nos fins do Séc. XV.

Foi durante o período Pré-Colonial que se formaram os primeiros estados Bantos na região pelos povos Ambundos e Bakongo
. Este período na história de África inclui a Idade do Ferro, a origem dos povos Bantos e as suas grandes migrações para a África Central e Meridional, os antigos impérios sudânicos, os potentados do Golfo da Guiné, e os antigos estados Bantos que se estabeleceram nas bacias dos rios Zaire, Cuanza, Queve (ou Cuvo), Zambeze, Cunene, Cubango, Cuíto e Cuando, e os reinos Bantos dos Grandes Lagos e da África Oriental e Meridional.


5.3 O Período Colonial


O Período Colonial, é definido pelos tempos de Angola colónia portuguesa - de 1483 a 1975; O
Período Colonial, começa com a chegada dos Portugueses ao Zaire em 1481 e termina com a Independência de Angola em 1975. O Período Colonial pode ser dividido em três épocas distintas:

a) Primeiro Período - A Época da Conquista Portuguesa - Desde os primeiros contactos com os Portugueses que chegaram ao Antigo Reino do Congo em 1481 e a eventual conquista do Antigo Reino do Ndongo e a fundação de Luanda em 1576 e o estabelecimento dos fortes portugueses de Massangano em 1583 e Muxima em 1594 ao longo do curso do Rio Cuanza. Durante este período, a presença portuguesa era dominada pela procura das famosas minas de prata de Cambambe e do Sumbe Ambela, e em menor grau, pelo crescente tráfico de escravos para São Tomé, Europa e Brasil.

b) Segundo Período - A Época do Tráfico de Escravos, inicialmente orientada para os engenhos de açúcar de São Tomé, ainda nos fins do Séc. XVI, e depois para os engenhos de açúcar do litoral brasileiro (Maranhão, Pernambuco e Bahia) até aos finais do Sec. XVII, e mais tarde para as minas de ouro e diamantes de Minas Gerais e São Paulo. Depois da independência do Brasil em 1822 a exportação de escravos de Angola foi em parte orientada para os Estados Unidos e para Cuba, embora a maioria dos escravos continuasse a ser absorvido pelo Brasil (Rio de Janeiro), já depois da abolição da escravatura em 1836 em Angola e até 1888, ano da proclamação da Lei Áurea no Brasil.

c) Terceiro Período - A Época de Exploração de Produtos Coloniais (produtos tropicais e minérios - mel, borracha, açúcar, café, algodão, tabaco, milho, diamantes, ferro, e petróleo) que começou em 1845 com o consulado do Governador Pedro Alexandrino da Cunha em 1845 e terminou com a independência de Angola em 1975.

Foi durante este período que a ocupação efectiva do território pelos Portugueses se completou através das Campanhas Militares de Ocupação entre 1851 e 1925 (no contexto do imperialismo europeu e da Corrida à África), e a colonização branca do território se realizou, com a exploração mais intensa dos recursos agrícolas e mineiros.


5.4 Angola Estado Independente

Angola como estado soberano, depois da Independência, depois de 1975 até aos dias de hoje (2008). Angola Estado Soberano, começa com a descolonização de África, passando pela luta de libertação nacional, descolonização portuguesa, Independência, breve experiência marxista-leninista, Guerra Civil, petróleo bruto e diamantes e cleptocracia e corrupção, e por fim Angola em paz e em desenvolvimento.

1--O MPLA ou Movimento Popular de Libertação de Angola foi um movimento de luta pela independência de Angola de inspiração comunista e apoiado pela URSS, que se transformou num partido político após a Independência.
A versão oficial refere a fundação do movimento em 1956, mas a data não é pacífica sendo atual a polêmica entre duas correntes históricas, uma que defende a data oficial e outra que aponta 1961 como data real da fundação do MPLA. Entre os finais dos anos de 1950, princípios de 1960 agrupa as principais figuras do nacionalismo angolano, entre estudantes no exterior, sobretudo em Portugal - e lutadores contra o colonialismo que fugiam do interior de Angola. Dirigido por Antônio Agostinho Neto, e tendo como secretário Viriato da Cruz,o MPLA organiza e dirige a luta armada contra o colonialismo. Um outro movimento, a FNLA - Frente Nacional de Libertação de Angola- conduzia também ações de luta. Apesar das tentativas não foi viável o entendimento entre os dois movimentos. Terminada a luta de libertação, na sequência do 25 de Abril em Portugal, é o MPLA quem proclama a independência do país, sem que tivesse acontecido a pacificação interna com a FNLA e a UNITA. O MPLA surge como movimento de tendência Marxista-Leninista. É frequente, numa leitura etno-linguística da política angolana ligar-se o MPLA à região Kimbundo tendo sido, no entanto, dos três principais movimentos angolanos, o que mais aproveitou e incentivou o sentido nacional. À sua direção pertenciam elementos não originários do grupo dominante e o movimento não tinha as conotações tribais e racistas atribuídas aos outros dois. Terá sido aliás a sua composição e o sentido nacional que lhe valeram o apoio maioritário por altura da transição para a independência do país em 1975. O MPLA governou Angola como partido único até à abertura política em 1991. Em 1992 Angola viveu as suas primeiras eleições e foi o MPLA quem as venceu embora essa vitória não tenha sido aceito e o país tenha voltado à guerra. Hoje o MPLA é um partido ex-marxista, politicamente constitui algo entre a social democracia e o socialismo. Angola vê agora prolongado o mandato deste partido majoritário na Assembleia Nacional.As condições para as proximas eleições já estão criadas, graças aos esforços e entendimento dos angolanos, resultado dos acordos do luena de 2002, que culminou no tratado da paz em 04 de Abril de 2002, entre os principais intervenientes da guerrilha isto é, o Governo e Unita.Desde então foram realizados esforços no sentido de fazer o país seguir o curso normal que deve seguir um país com um sistema de politica democrático,e repor com isto a regularidade. As eleições serão muito em breve realizadas, com data prevista para 05 de setembro de 2008 e as presidenciais no ano posterior,esforços são evidados no sentido de que estas aconteçam num clima de tranquilidade e paz social, de maneiras a que as eleições possam ser livres e justas e possam ser um exenplo para áfrica e não só, com isto angola galga os passos da consolidação da sua democrácia bem como da liberdade de expressão e manifestação dos seus cidadãos.
O MPLA dirige Angola desde 1975 até aos dias de hoje.
Nas eleições legislativas realizadas em Setembro de 2008, o MPLA viria a ganhar por maioria absoluta com cerca de 82% dos votos enquanto que o seu mais directo oponente, a UNITa não foi além dos 10%. De uma maneira geral, não houve contestação aos resultados destas últimas eleições.
2-A UNITA, acrónimo de União Nacional para a Independência Total de Angola é um partido angolano, fundado em 1966, por dissidentes da FNLA e do GRAE — Governo de Resistência de Angola no Exílio, de que Jonas Savimbi, fundador da UNITA, era ministro das relações exteriores. Alguns historiadores alegam que Jonas Savimbi criou a UNITA depois da sua tentativa fracassada de assumir a co-presidência do GRAE.
Reivindicando-se do maoísmo, os primeiros passos da UNITA vão sobretudo procurar apoiar-se na etnia maioritária a qual Jonas Savimbi pertence: os Ovimbundos. A UNITA vai travar operações de guerrilha no Leste do então território colonial. Depois da independência angolana em 1975, a Guerra Fria serve de plataforma para uma retórica afro-populista de Jonas Savimbi que apresenta o seu partido como a grande alternativa ao MPLA, de obediência marxista-leninista. O carismático líder da UNITA consegue assim apoios em todo o continente africano e no mundo. Apoiado em logística pelo governo do apartheid sul-africano e pela CIA, a UNITA consegue custear o seu esforço de guerra graças as subvenções do governo norte-americano, até a assinatura dos primeiros acordos de paz em 1991. Depois de ter estado próximo da vitória pelas armas, em 1991, Savimbi desacredita-se quando refuta os resultados das eleições de Setembro de 1992, relançando a guerra em todo o território nacional. Esta seria a última tentativa do "Galo Negro" para tomar o poder: em Fevereiro de 2002, Savimbi é morto na província do Moxico. Após a sua morte, a UNITA tornou-se num partido civil e abandonou a luta armada. Tendo ficado em minoria, nas eleições de 1992, é reduzido a pouco mais de 10% nas eleições de Setembro de 2008.
 3-A União dos Povos de Angola (ou apenas UPA), anteriormente designada de União dos Povos do Norte de Angola (UPNA), foi a designação dada a um dos movimentos de libertação da província ultramarina portuguesa de Angola sob o regime português desde 1484. Este movimento de libertação iniciou a sua luta armada na região do norte de Angola em 15 de Março de 1961, nomeadamente no concelho do Uíge estendendo-se mais tarde para o sul, até à actual província do Bengo.
A sua primeira manifestação neste sentido consistiu num ataque às fazendas de café, não poupando nada nem ninguém incluindo os trabalhadores africanos. Este movimento, alegadamente regionalista e racista, criticado a nível interno e externo, estaria na base da alteração da designação da UPA deixando cair o N.
Mais tarde, voltaria a ser rebaptizada para Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).
A UPNA - UPA - FNLA teve como retaguarda de luta o ex-Congo Belga, actual República Democrática do Congo, a seu tempo liderada pelo falecido General Mobutu Sese Seko que deu o seu incondicional apoio ao movimento desde o início da luta armada em 1961. Boas relações foram mantidas ao longo dos anos entre o presidente Mobutu e o carismático lider da UPA/FNLA, Holden Roberto que foi seu líder até à sua morte em 2007.
O movimento que conheceu o seu maior enfraquecimento nos anos oitenta, pela deserção dos seus principais dirigentes, tendo alguns deles regressado ao país e incorporados no partido que está no poder em Angola, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por José Eduardo dos Santos, Presidente da República, mormente o falecido Jony Pinoc Eduardo, Paulo Tuba, Hendrique Vaal Neto e outros que chegaram a ser ministros no Governo de Reconciliação Nacional, e ainda a fixação de residência em Paris até 1992, altura em que tiveram lugar em Angola as primeiras eleições gerais.
O afastamento de Holden Roberto que se fixou em Paris durante muitos anos levou a fissura do partido em duas alas sendo um delas a liderada pelo sociólogo Lucas Ngonga. A aproximação das segundas eleições gerais em Angola levou a que as duas alas negociassem o reencontro que culminaria no próximo congresso marcado para o mês de Dezembro de 2005 onde seria debatida a questão da liderança.
Para além de ser um dos três partidos históricos na luta de libertação nacional a FNLA é o terceiro partido mais votado com assento no parlamento angolano. Nas cerimónias dos festejos dos trinta anos da independência de Angola, Holden Roberto e Ngola Kabango foram distinguidos com uma das mais altas condecorações de mérito e honra da República.
MPLA
Ao mesmo tempo que surgiam os movimentos messiânicos e tribalistas do Norte de Angola, constituíram-se em Luanda várias organizações políticas clandestinas, de forma geral  por iniciativa de angolanos que tinham acedido ao estatuto de assimilados. O primeiro foi o Partido da Luta Unida dos Africanos de Angola (PLUA) em 1953, seguindo-se-lhe o Partido Comunista de Angola (PCA), em 1955. Estes dois grupos acabaram por se fundir, em Dezembro de 1956, dando lugar ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Em 1958, surgiu o Movimento para a Independência Nacional de Angola (MINA). Que também se integrou no MPLA.

O MPLA foi desde o primeiro momento, uma organização nacional, e ainda que a sua principal base da apoio tenha sido a etnia umbundo, que se estendia de Luanda a Malanje, contou sempre com apoios noutros grupos tribais.

Aglutinou, além disso, elementos da pequena burguesia negra e mestiça e dos sectores operários. Contrariamente à FNLA, tinha uma ideologia mais definida e, com o tempo, evidenciou-se a sua raiz marxista. O crescimento do MPLA foi lento, ainda mais quando, em Março de 1959 e Junho de 1960, ficou praticamente decapitado pela prisão de muitos dos seus escassos quadros no chamado «processo dos 50». Neste processo foram incriminados 57 nacionalistas, alguns à revelia, dos quais 20 por pertencerem ao MPLA, destacando-se nestes o padre Joaquim Pinto de Andrade e Agostinho Neto. Nessa altura, a cúpula  dirigente ficou constituída por Mário de Andrade, como presidente, e Viriato da Cruz, como secretário-geral, os quais, em face da situação, decidiram transferir a direcção do movimento de Luanda para Conacri, donde viriam a reivindicar a acção do 4 de Fevereiro, num desejo de demonstrar, tanto para fora como para o interior do movimento, que a luta devia continuar.

Em Outubro de 1961, após a independência do ex-Congo Belga, o MPLA transferiu as suas estruturas para Leopoldville, por estar mais próximo de Angola. Politicamente, o partido tentou a aproximação à UPA, por esta ser, então, a força nacionalista hegemónica.

Esta estratégia veio, contudo, a falhar inteiramente, em especial porque a UPA se transformou em FNLA no início de 1962, e porque este partido constituiu o GRAE, acções que consolidaram a imagem de Holden Roberto e impuseram a sua política como a única via independentista de Angola. O MPLA atravessou um período de marasmo e contradições, nunca se conseguindo libertar da condição de partido de muitos generais e poucos soldados.

A situação em Leopoldville veio a agravar-se com a chegada de Agostinho Neto, em Julho de 1962, que havia fugido de Portugal. Já nomeado presidente honorário do MPLA, depois da sua detenção em Junho de 1960, chegou disposto a integrar-se na cúpula do partido, mas as suas ideias «presidencialistas» acabaram por se chocar com a direcção, o que viria a provocar a demissão de Mário de Andrade.

Em Dezembro de 1962, com o intuito de ultrapassar as suas divisões internas, o movimento realizou uma conferência, mas esta não só não conseguiu a unidade, como agravou as divergências, de resto em consonância com os fracassos do movimento no terreno, incapaz de penetrar solidamente em Angola.

Em Julho de 1963, a OUA criou uma comissão de reconciliação com a missão de aproximar o FNLA ao MPLA, mas acabaria ela própria por propor aos membros da OUA o reconhecimento do GRAE como a única organização representativa angolana, em face das divisões do MPLA. Neto e os seus seguidores culparam, por esta resolução da OUA, o trabalho fraccionário de Viriato da Cruz e do sector minoritário do movimento, que, aliás, tinha já sido expulso. Mas como um mal nunca vem só, Agostinho Neto, que tinha encabeçado a direcção com a promessa de incrementar a luta armada, acabou por não conseguir, tanto pela política de obstrução da FNLA, como por acção do Governo de Lisboa. Holden Roberto não queria competidores em solo bacongo, para além de se apresentar com o exclusivo da luta anticolonial, pelo que era essencial impedir a penetração do MPLA pela fronteira norte. Portugal, por seu lado, conseguiu de alguma forma comprometer o Governo Congolês na neutralização do MPLA, com a ameaça, sempre em jogo, do corte de saída do cobre pelo caminho de ferro de Benguela.

Por estas e outras razões, o MPLA acabou por ser expulso do Congo-Brazzaville, onde, desde Agosto de 1963, se havia instalado um governo marxista, mais próximo do seu ideário. A partir daqui, o movimento podia aceder, com facilidade, à fronteira de Cabinda, onde se iniciou a sua actividade militar no ano seguinte.

UNITA
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foi formalmente criada em Março de 1966, no interesse de Angola, no lugar de Tchocué do Mungai, distrito do Moxico, mas a data de criação do terceiro movimento de libertação de Angola é menos importante do que a evolução política do seu inspirador e principal dirigente, Jonas Malheiro Savimbi.
Savimbi, filho de pastor protestante, recebeu a educação primária em várias missões evangélicas e, apesar de posteriormente ter frequentado colégios católicos, cedo revelou ideias anti colonialistas, o que lhe permitiu, nos anos que passou como estudante em Lisboa ( 1958-1960), contactar com a UPA através da rede que as organizações protestantes tinham em Portugal, e que se encarregava de tirar do país os africanos que quisessem aderir a FNLA, partido que era então o mais representativo de Angola.
Exilado em Paris, Savimbi trabalhou para a FNLA, de que chegou a ser secretário-geral em 1961. No ano seguinte, quando se constituiu o GRAE, foi nomeado ministro dos negócios estrangeiros, mas em Julho de 1964 abandonou o cargo e o partido, por divergências com Holden Roberto. Tem-se referido, embora sem provas concludentes, que nesta época Savimbi terá tentado aproximar-se do MPLA, embora certo que, ao longo dos anos, sempre orientou a sua acção no sentido de dispor de uma força própria de que fosse o incontestado dirigente.
A UNITA viria a iniciar a sua actividade no interior de Angola, no distrito de Moxico, contando com apoios da população ovimbundo, que representa cerca de 40% da população de Angola. Embora estabelecendo cumplicidades com agentes do planalto, não conseguiu montar aí a guerrilha, nem tão-pouco viria a implantar-se nos meios urbanos. Embora o número dos seus quadros fosse sempre muito reduzido, conseguiu alguma audiência a nível externo, em especial da China e do Egipto. Teve também alguns apoios por parte da Zâmbia, mas nunca conseguiu construir uma retaguarda firme, como foi a do PAIGC em Conacri, ou da FRELIMO, na Tanzânia. A UNITA realizou a primeira acção armada em Setembro de 1966, em Lucusse e Calunga, prosseguindo com um ataque a Teixeira de Sousa, no natal do mesmo ano.
Em Março de 1967, atacou a linha de caminho de ferro de Benguela, importante para as Forças Armadas Portuguesas, mas fundamental também para o trânsito de mercadorias da Zâmbia. O incidente acabou por se traduzir em crescentes dificuldades de utilização, por parte da UNITA, do território zambiano, facto que, contudo, não impediu que a guerrilha penetrasse no distrito do Bié e que fossem realizadas acções na estrada Luso - Gago Coutinho e ao sul de Gago Coutinho, entre as suas bases e a fronteira.
A UNITA surge, assim, como opositora do MPLA pelo controlo do Leste do território angolano, o que se traduziu em sucessivos confrontos entre os dois movimentos. Foi então que surgiu a oportunidade de entendimentos com as autoridades militares Portuguesas, com base no combate contra o MPLA, que estava então empenhado em alargar a sua acção militar na zona, onde actuava desde 1966.

Até 1970, não tinha sido possível ao Exército Português responder com eficácia ao alastramento da guerrilha no leste de Angola. O MPLA havia chegado ao planalto do Bié, planeando penetrar até ao mar, para dividir Angola em duas metades, e é então que o comando militar Português procura uma solução para toda a zona leste, o que vem a incluir um acordo de cessar-fogo com a UNITA, concretizado em 1972. Este acordo assegurava a Savimbi a utilização de extensa área nos rios  Lungué-Bungo, ao sul  do caminho de ferro de Benguela, zona onde o exército Português não entraria, a troco do combate que ele deveria fazer ao MPLA e do fornecimento de informações militares; as autoridades portuguesas comprometiam-se  também a fornecer alguma logística e material. Os contactos com o exército português estabeleceram-se por intermédio dos madeireiros portugueses que trabalhavam na área de refúgio da UNITA e nas florestas do Moxico, pelo que as diligências efectuadas ficaram conhecidas pelo nome de código de Operação Madeira. Estes acordos mantiveram-se até 1973, quando Costa Gomes e o seu comandante da zona leste, Bettencourt Rodrigues, deixaram Angola.

Os seus substitutos iniciaram, em Setembro de 1973, um ataque às posições de Savimbi, por dois motivos: porque o entendimento dos novos comandantes não se conformava com a situação criada e porque a UNITA, uma vez diminuída a acção dos grupos rivais, queria estender a sua zona de acção ao planalto central. Contudo, em Fevereiro de 1974, os militares portugueses e os guerrilheiros da UNITA iniciaram novos contactos para repor a situação existente anteriormente, embora, quando se deu o 25 de Abril, não se tivesse chegado formalmente ao restabelecimento do cessar-fogo.

A correspondência entre Savimbi e as autoridades portuguesas viria a ser publicada na revista AFRIQUE-ASIE, com o título de «la longue trahision de l' unita», no n.º61, de 3 de Julho de 1974, em artigo anónimo, mas da autoria de Aquino de Bragança. 
KARL MARX
Karl Heinrich Marx (May 5, 1818 – March 14, 1883) was a German[2] philosopher, political economist, historian, political theorist,sociologist, and communist revolutionary, whose ideas played a significant role in the development of modern communism and socialism. Marx summarized his approach in the first line of chapter one of The Communist Manifesto, published in 1848:

                                      FRIEDERICH ENGELS

                                 Friedrich Engels (German pronunciation:  28 November 1820 – 5 August 1895) was a German social scientist, author, political theorist, philosopher, and father of communist theory
VLADIMIR LENIN
Vladimir Ilyich Lenin (22 April 1870 – 21 January 1924), born Vladimir Ilyich Ulyanov, was a Russian Marxist revolutionary andcommunist politician who led the October Revolution of 1917. As leader of the Bolsheviks, he headed the Soviet state during its initial years (1917–1924), as it fought to establish control of Russia in the Russian Civil War and worked to create a socialist economic system
JOSEPH STALIN
Joseph Vissarionovich Stalin (18 December 1878 – 5 March 1953) was a Soviet politician and head of state who served as the first General Secretary of the Communist Party of the Soviet Union's Central Committee from 1922 until his death in 1953. Stalin assumed the leading role of the state after Vladimir Lenin's death in 1924, and gradually marginalized his competitors until he had become the unchallenged leader.
ADOLPH HITLER
Adolf Hitler (German pronunciation: [ˈadɔlf ˈhɪtlɐ]; 20 April 1889 – 30 April 1945) was an Austrian-born German politician and the leader of theNational Socialist German Workers Party (German: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, abbreviated NSDAP), commonly known as the Nazi Party. He was Chancellor of Germany from 1933 to 1945, and served as head of state as Führer und Reichskanzler from 1934 to 1945.


EUGENE V. DEBS

Eugene Victor Debs (November 5, 1855 – October 20, 1926) was an American union leader, one of the founding members of the International Labor Union and the Industrial Workers of the World (IWW), and several times the candidate of the Socialist Party of Americafor President of the United States.



MAO TSE-TUNG

Mao Zedong, also transliterated as Mao Tse-tung About this sound listen (help·info) (December 26, 1893 – September 9, 1976), was a Han Chineserevolutionary, political theorist and communist leader. He led the People's Republic of China (PRC) from its establishment in 1949 until his death in 1976. His theoretical contribution to Marxism-Leninism, military strategies, and his brand of Communist policies are now collectively known as Maoism.

 Remulak MoxArgon   8 Pleas Homages 


A Primeira Guerra Mundial (também conhecida como Grande Guerra antes de 1939, e Guerra das Guerras) foi um conflito mundial ocorrido entre 28 de Julho de 1914 e 11 de Novembro de 1918.

A guerra ocorreu entre a Tríplice Entente (liderada pelo Império Britânico, França, Império Russo (até 1917) e Estados Unidos (a partir de 1917)

que derrotou a coligação formada pelas Potências Centrais (liderada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Império Turco-Otomano)[1], e causou o colapso de quatro impérios e mudou de forma radical o mapa geo-político daEuropa e do Médio Oriente.

No início da guerra (1914), Itália era aliada dos Impérios Centrais na Tríplice Aliança, mas, considerando que a aliança tinha carácter defensivo (e a guerra havia sido declarada pela Áustria) e a Itália não havia sido preventivamente consultada sobre a declaração de guerra, o governo italiano afirmou não se sentir vinculado à aliança e que, portanto, permaneceria neutro. Mais tarde, as pressões diplomáticas da Grã-Bretanha e da França fizeram-na firmar em 26 de abril de 1915 um pacto secreto contra o aliado austríaco, chamado Pacto de Londres, no qual a Itália se empenharia a entrar em guerra decorrido um mês em troca de algumas conquistas territoriais que obtivesse ao fim da guerra: o Trentino, o Tirol MeridionalTriesteGoriziaÍstria (com exceção da cidade de Fiume), parte da Dalmácia, um protetorado sobre a Albânia, sobre algumas ilhas do Dodecaneso e alguns territórios do Império Turco, além de uma expansão das colônias africanas, às custas da Alemanha (a Itália já possuía na África: a Líbia, a Somália e a Eritreia). O não-cumprimento das promessas feitas à Itália foi um dos fatores que a levaram a aliar-se aoEixo na Segunda Guerra Mundial.

Em 1917, a Rússia abandonou a guerra em razão do início da Revolução. No mesmo ano, os EUA, que até então só participavam na guerra como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entram militarmente no conflito, mudando totalmente o destino da guerra e garantindo a vitória da Tríplice Entente.

Muitos dos combates na Primeira Guerra Mundial ocorreram nas frentes ocidentais, em trincheiras e fortificações (separadas pelas "Terras de Ninguém", que era o espaço entre cada trincheira, onde vários cadáveres ficavam à espera do recolhimento) do Mar do Norte até a Suíça. As batalhas davam-se em invasões dinâmicas, em confrontos no mar, e pela primeira vez na história, no ar.

O saldo foi de mais de 19 milhões de mortos, dos quais 5% eram civis[

Na Segunda Guerra Mundial, este número aumentou em 60%.
O conflito rompeu definitivamente com a antiga ordem mundial criada após as Guerras Napoleônicas,  marcando a derrubada do absolutismo monárquico na Europa.

Três impérios europeus foram destruídos e consequentemente desmembrados: Alemão, o Austro-Húngaro e o Russo. NosBálcãs e no Médio Oriente o mesmo ocorreu com o Império Turco-Otomano. Dinastias imperiais europeias como as das famíliasHabsburgos, Romanov e Hohenzollern, que vinham dominando politicamente a Europa e cujo poder tinha raízes nas Cruzadas, também caíram durante os quatro anos de guerra.

O fracasso da Rússia na guerra acabou contribuindo para a queda do sistema czariano, servindo de catalisador para a Revolução Russa que inspirou outras em países tão diferentes como China e Cuba, e que serviu também, após a Segunda Guerra Mundial, como base para a Guerra Fria. No Médio Oriente, o Império Turco-Otomano foi substituído pela República da Turquia e muitos territórios por toda a região acabaram em mãos inglesas e francesas. Na Europa Central os novos estados Tchecoslováquia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Estônia eIugoslávia "nasceram" depois da guerra e os estados da Áustria, Hungria e Polônia foram redefinidos. Pouco tempo depois da guerra, em 1923, os Fascistas tomaram o poder na Itália.

A derrota da Alemanha na guerra e o fracasso em resolver assuntos pendentes no período pós-guerra, alguns dos quais haviam sido causas da Primeira Guerra, acabaram por criar condições para a ascensão do Nazismo quatorze anos depois e para a Segunda Guerra Mundial em 1939, vinte anos depois.


Qual foi a causa da Primeira Guerra Mundial?
O fato que deflagrou a Primeira Guerra foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, e sua esposa no dia 28 de junho de 1914.

O arquiduque e sua esposa foram mortos a tiros em Sarajevo, capital da Bósnia. O assassino foi um estudante nacionalista sérvio. A Áustria apresentou um ultimato à Sérvia e exigiu uma resposta dentro de 48 horas. Os termos desse ultimato eram tão humilhantes que era quase impossível a Sérvia aceitá-los.

Assim, a Áustria, que era aliada da Alemanha, declarou guerra à Sérvia, que era aliada da Rússia, essa por sua vez, era aliada da França e da Inglaterra. Na verdade, o assassinato do arquiduque serviu de pretexto para que os países entrassem em guerra. Desde 1871, as potências européias estavam em paz umas com as outras, mas todas estavam envolvidas numa corrida armamentista, isto é, todas estavam investindo em gastos militares, cada uma procurando superar as outras em armamentos.

O que foi a "paz armada"?
Por isso, se diz que a paz que havia entre as potências européias antes da Primeira Guerra era uma "paz armada". Além disso, havia muita rivalidade entre as potências européias, especialmente entre a França e a Alemanha. Boa parte dessa rivalidade entre franceses e alemães tinha origem nos ressentimentos gerados pela Guerra Franco-Prussiana (1870-1871).

Uma das principais razões para a rivalidade entre os países europeus era a corrida colonialista, ou seja, a disputa pelo controle de territórios na África e na Ásia. Vale lembrar que, naquela época, os europeus se julgavam superiores aos africanos e asiáticos (a própria "ciência" da época era racista) e encaravam com muita naturalidade a idéia de dominar os povos considerados "inferiores" para explorar as riquezas dos continentes africano e asiático.
Quem lutou contra quem na Primeira Guerra?
Antes de a guerra começar, as principais potências européias já tinham formado alianças militares: a Tríplice Aliança (formada por Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro) e a Tríplice Entente (formada por Inglaterra, França e Rússia). Ao fazer parte de uma dessas alianças, cada país membro comprometia-se a entrar em guerra caso um dos aliados estivesse envolvido numa guerra.

Por exemplo, se a França entrasse em guerra com a Alemanha, a Inglaterra e a Rússia entrariam na guerra ao lado França. Assim, quando a guerra começou, de um lado estavam a Inglaterra e a França, do outro, a Alemanha e o Império Austro-Húngaro. A exceção foi a Itália, que apesar de fazer parte da Tríplice Aliança permaneceu neutra na guerra até maio de 1915, quando "trocou de time", entrando na guerra ao lado dos países que formavam a Tríplice Entente.


Quando a Segunda Guerra Mundial começou?
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
A ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933, é sustentada pela exaltação ao nacionalismo e por propostas militaristas e expansionistas. Hitler deseja construir uma "nova ordem", exigindo a participação alemã na exploração do mundo colonial, rico em matérias-primas, e até então repartido entre os vitoriosos do primeiro conflito mundial. O Führer ambiciona também conquistar os mercados vizinhos da Europa Central para controlar o petróleo da Romênia e do Cáucaso, o carvão e o ferro da Sibéria e o trigo da Ucrânia. As potências ocidentais pressentem o perigo nazista, mas permitem o seu crescimento como forma de bloqueio à União Soviética, um "cordão sanitário" contra o avanço do comunismo sobre a Europa.

Em 1935, a Alemanha reinicia a produção de armamentos e restabelece o serviço militar obrigatório, em claro desrespeito ao Tratado de Versalhes (1919). Um ano depois, reocupa a Birmânia e inicia uma política estratégica de alianças. Oferece ajuda econômica à Itália fascista de Benito Mussolini (1883-1945), sob embargo da Liga das Nações por ter invadido a Etiópia. Apóia Francisco Franco (1892-1975) na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), aproveitando o conflito para testar novos engenhos militares.

Assina com o Japão o Pacto Anti-Comintern, em 1936, a fim de conter a expansão comunista da União Soviética, com a adesão da Hungria, Itália e Espanha. Justifica a anexação (Anschluss) da Áustria, em 1938, por se tratar de mais um povo germânico. No ano seguinte, alcança, com a conivência inglesa e francesa na Conferência de Munique, a incorporação de parte da Tchecoslováquia, exatamente a região dos Sudetos, conhecida por abrigar minorias alemãs. Cria os protetorados da Boêmia e da Moldávia, desmembrando o restante do território tcheco, em março de 1939. Por fim, aproveita as desconfianças soviéticas em relação às potências ocidentais para assinar um acordo, por cinco anos, de não-agressão e neutralidade com o seu arquiinimigo, Josef Stalin (1879-1953):

o Pacto Germânico-Soviético, de 23 de agosto de 1939. Tem aberto assim o caminho a leste para atacar a Polônia, em nome do que lhe fora arrebatado pelo Tratado de Versalhes: a devolução da zona conhecida por "Corredor Polonês", a do porto de Dantzig (futura Gdansk), que une a Alemanha à Prússia oriental.
Hitler reorienta então a sua máquina de guerra mais uma vez para o Leste, despertando a preocupação russa. Ao governo de Moscou propõe a partilha do mundo em zonas de influência, mas as negociações falham e o território da União Soviética acaba por ser invadido, sem uma declaração formal de guerra, em 22 de junho de 1941. Por essa época, o domínio alemão já se faz sentir em vários países do Leste Europeu, como na Romênia, Bulgária e Hungria, além da Iugoslávia e da Grécia. Mas a heróica resistência soviética na Batalha de Stalingrado modifica o panorama da 2ª Guerra Mundial (só pela fome, contam-se 500 mil civis entre os mortos). Ela põe fim ao mito da invencibilidade alemã e instiga o Exército soviético a avançar, em contra-ataque, sobre os países-satélites da Alemanha, às voltas agora com duas frentes de guerra.

Hitler sobreviveu sem ferimentos graves a 42 atentados contra sua vida.[4] Devido a isso, ao que tudo indica, Hitler teria chegado a acreditar que a "Providência" estava intervindo a seu favor. A última tentativa de assassiná-lo foi o atentado de 20 de julho de 1944, onde uma bomba, preparada para simular o efeito de um explosivo britânico, [5] explodiu a apenas dois metros do Führer. O atentado foi liderado e executado por von Stauffenberg, coronel alemão condenado à morte por fuzilamento. Tal atentado não o impediu de, menos de uma hora depois, se encontrar em perfeitas condições físicas com o ditador fascista italiano Benito Mussolini.

Adolf Hitler cometeu suicídio no seu quartel-general (o Führerbunker), em Berlim, a 30 de abril de 1945, enquanto o exército soviético combatia já as duas tropas que defendiam o Führerbunker (a francesa Charlemagne e a norueguesa Nordland). Segundo testemunhas, Adolf Hitler já teria admitido que havia perdido a guerra desde o dia 22 de abril, e desde já passavam por sua cabeça os pensamentossuicidas.

Adolf Hitler (Braunau am Inn, 20 de abril de 1889  Berlim, 30 de abril de 1945),  Adolfo Hitler, foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por Partido Nazi (português europeu) ou nazista (português brasileiro), uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos sociais-democratas, os Sozi.[1] Hitler se tornou chanceler e, posteriormente, ditadoralemão. Era filho de um funcionário de alfândega de uma pequena cidade fronteiriça da Áustria com a Alemanha.

Na maioria dos livros, a data escolhida para marcar o início da Segunda Guerra é primeiro de setembro de 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia. No entanto, esta é a data que marca o início da guerra para os europeus, e não para os habitantes de outras partes do mundo, para quem a guerra começou bem antes ou bem depois.
Como assim?

Para os chineses, por exemplo, a guerra pode ter começado em 1932, quando os japoneses invadiram a Manchúria, uma província chinesa rica em carvão e minérios (vale lembrar que o Japão é um país pobre em recursos naturais), ou em 1937, quando o Japão intensificou sua política ofensiva em relação à China, conquistando cidades chinesas como Xangai e Nanquim. Para os soviéticos e norte-americanos, a guerra começou em 1941: quando a Alemanha nazista atacou a União Soviética (22 de junho) e os japoneses atacaram Pearl Harbor, base militar norte-americana no Havaí (7 de dezembro).

Então, na prática, a guerra só se torna mundial a partir de 1942?
Sim. Antes disso, o que tínhamos eram duas guerras independentes: uma guerra européia que teve início em 1939 e uma asiática que teve início no começo dos anos 1930.

Hitler queria dominar o mundo?
Que Hitler era ambicioso e representava uma ameaça, ninguém duvida. No entanto, afirmar que ele pretendia "dominar o mundo" é um tanto exagerado. Hitler era um ditador cruel, mas não um supervilão de história em quadrinhos (embora na época, aparecesse como vilão em vários gibis de super-heróiscomo o Capitão-América, o Tocha Humana e o Príncipe Submarino).

Quais eram então as ambições do de Hitler?
Na verdade, suas ambições eram mais modestas (se é que podemos chamar de "modestas" as ambições de alguém que pretendia governar a maior parte de Europa): Hitler queria conquistar o que ele chamava de "espaço vital", que compreendia todos os territórios que, na visão dele, pertenciam ao povo alemão.

O que aconteceria se Hitler tivesse vencido a guerra?
Caso os planos dele tivessem dado certo, teríamos a Alemanha nazista governando a maioria dos países da Europa, com exceção de alguns Estados-fantoches, cujos governos seriam "independentes" mas obedeceriam ordens dos nazistas, e de alguns países que se mantiveram neutros durante a guerra. Teríamos uma superpotência germânica, com um território de dimensões continentais e grandes influência política e econômica sobre as outras partes do globo. 

Por que os japoneses na guerra?
O Japão pretendia expandir seu poder conquistando outros países na Ásia e várias ilhas no Oceano Pacífico. Seria uma forma de o Japão compensar as pequenas dimensões de seu território e a escassez de recursos naturais, o que obrigava o país a importar quase tudo o que precisava de matérias-primas. Na época, o país era governado por um grupo de militares extremamente nacionalistas que acreditavam que a guerra era o caminho para o Japão se tornar uma potência respeitada mundialmente.
O panorama sóciopolítico daquela região do mundo ajudava as pretensões japonesas?
Digamos que o panorama mundial ajudou. Nessa ocasião, várias regiões da Ásia e do Oceano Pacífico eram colônias ou possessões européias, como por exemplo, a Indochina, antigo nome do Vietnã, então uma possessão francesa, a Indonésia, então possessão holandesa, e Cingapura, então possessão inglesa. O Japão queria seguir o exemplo das potências colonialistas européias. Quando Hitler iniciou sua guerra na Europa, os japoneses encontraram uma oportunidade para transformar essas colônias européias na Ásia e no Pacífico em colônias japonesas. Assim, enquanto Inglaterra, França e Holanda estavam muito ocupados com os problemas causados pela Alemanha nazista, o Japão aproveitou para conquistar os territórios nos quais estava interessado.
E o ataque a Pearl Harbour? Por que o Japão atacou os americanos?
Os Estados Unidos representavam um obstáculo para a expansão japonesa no Oceano Pacífico. Por isso, os militares japoneses decidiram atacar Pearl Harbour, que era a principal base naval norte-americana no Pacífico.


É verdade que os norte-americanos não esperavam por esse ataque?
As relações entre os dois países já não iam muito bem. Meses antes do ataque, os Estados Unidos impuseram um embargo do fornecimento de petróleo ao Japão como resposta à política expansionista japonesa na Ásia. Antes mesmo do ataque a Pearl Harbor, o governo norte-americano já sabia que uma guerra contra o Japão era apenas uma questão de tempo. Vale lembrar que antes mesmo da entrada oficial dos Estados Unidos na guerra, o governo norte-americano já apoiava a Inglaterra, que estava em guerra contra a Alemanha. O que surpreendeu foi a escolha de Pearl Harbor como primeiro local de ataque.


Todos os países participaram da Segunda Guerra Mundial?
Não, mas todos foram direta ou indiretamente afetados por ela. A guerra afetou o comércio internacional, dificultando a importação de vários produtos em alguns paises e favorecendo a exportação em outros (por exemplo, o Brasil aumentou as exportações de borracha para os Estados Unidos, porque a guerra na Ásia inviabilizou a importação da borracha asiática). Mesmo nas cidades de países que estavam longe dos campos de batalhas, podia se sentir os efeitos da guerra: racionamento de alimentos e combustível. No Brasil, por exemplo, as pessoas enfrentavam filas quilométricas para comprar pão racionado, logo apelidado de "pão de guerra", e os carros eram movidos a carvão vegetal, por causa da falta de gasolina. Imagine Então, havia países que ficaram neutros em relação ao conflito?
Vários países se mantiveram oficialmente neutros durante a guerra, ou seja, pelo menos oficialmente, não apoiaram nenhum dos dois lados. Entre esses podemos citar Portugal, Espanha e Suíça. Portugal, embora fosse um país neutro, na época governado pelo ditador Salazar, tinha simpatia pelos Aliados, enquanto que a Espanha, na época governada pelo ditador Francisco Franco, embora também neutra, tinha simpatia pelo Eixo (Franco chegou a enviar um grupo de voluntários espanhóis, conhecido como a Brigada Azul, para lutar ao lado dos alemães contra os soviéticos).

É verdade que o Brasil entrou na guerra por causa da dívida externa?
Não. O Brasil entrou na guerra tanto por causa das pressões diplomáticas dos Estados Unidos, que temiam a presença, no próprio "quintal", de um possível aliado do Eixo (a ditadura de Vargas guardava semelhanças com as ditaduras fascistas da Europa, o que gerava desconfiança), quanto por causa das passeatas organizadas pela UNE (União Nacional dos Estudantes) em várias capitais brasileiras que exigiam que o governo brasileiro declarasse guerra à Alemanha, após vários navios mercantes brasileiros terem sido afundados por submarinos alemães. Esses afundamentos custaram a vida de centenas de pessoas.

Por que os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas contra o Japão?
Talvez a melhor resposta seja porque eles tinham essas bombas e eram, na época, o único país que tinha armas atômicas, portanto, não havia possibilidade de retaliação, isto é, de o inimigo também usar armas atômicas. Tudo começou quando Albert Einstein, o físico que elaborou a Teoria da Relatividade enviou uma carta ao presidente norte-americano alertando para a possibilidade de a Alemanha nazista desenvolver uma bomba atômica. Assim, o governo norte-americano iniciou o chamado Projeto Manhatan, o projeto secreto que culminou na construção das primeiras bombas atômicas e do qual participaram físicos judeus que para fugir do nazismo refugiaram-se nos Estados Unidos.





Civilização Maia 
O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra. 
A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. 
cultura maiaArte e arquitetura: pirâmide da civilização maia
A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.
Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo  calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.
Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.
Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.
 
Civilização Asteca 
Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco. 
A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). 
Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região. 
cultura astecaArte asteca e arquitetura: pirâmide da civilização asteca
Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.
O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. 
A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.
Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.
 
Civilização Inca
Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532.
cultura incapintura: arte inca
O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.
Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. 
Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).
Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem : o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.